
Bem, na volta de Salvador, não precisa dizer que a viagem foi ótima. Voltei a procurar novo estágio/emprego, afinal já tinha acostumado a ganhar meu dinheirinho! Começei a distribuir curriculos até que fui chamada por uma seguradora. Foram umas 3 entrevistas. E consegui a vaga, dessa vez fui a todas sozinha. Primeiro uma prova e depois duas entrevistas com pessoas da empresa. Como é difícil conseguir um estágio. Era no setor de pagamentos. Horário integral. Trabalhava como escrava sem parar, terminava o meu e ainda ia fazer o dos outros, sem tempo para estudar estava quase enlouquecendo, dormindo nas aulas. Resolvi sair antes que perdesse o meu programa de crédito educativo, afinal não pode repetir. Esse programa me ajudou e muito a me formar. Com o pequeno salário de professora da minha mãe, foi fácil conseguir... precisa mesmo continuar com o programa. Então, fiquei desempregada por uns tempos. Mais esqueci de falar do tipo de chefe que encontrei por lá. Acho que um dos piores que possa ter, o preconceituoso! A mulher falava o dia todo mal de nordestino, e ela nem sabia que a minha família veio de lá. Era duro de aguentar aquele papo atrás de mim insuportável. Afinal quem era ela? Quem conhecia ela? E o pior, como diz a minha mãe, quem construiu essas cidades em que vivemos? Esse tipo de chefe devia ser impedido de existir, chamava os outros de BURRO, quando sem nenhum discriminação, a única sem formação era ela, e o pior ela nem chefe era, era SUB. O que é ser SUB-CHEFE? Ser SUB é ser STAFF de outro. É não ter voz ativa, apenas uma substituição figurativa. A chefe então, acho que era pior ... porque essa era a MOSCA MORTA! Não apitava em nada! Sentava fumando e ficava assistindo a tudo isso! ERRRKKK que nojo dessas chefes! Espero que um dia elas cresçam e apareçam bem longe daqui!
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